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Resumo dos mercados - 7 março

7 Mar 2018

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Resumo dos mercados no dia anterior:

Europa: com a exceção de Portugal (-0,21%) e Espanha (-0,04%), a sessão foi positiva para os principais índices europeus de ações, com destaque para Itália (+1,75%), que mostrou uma recuperação apos as perdas da sessão anterior.

O STOXX600 fechou com uma subida de 0,13%. 11 dos principais 18 setores fecharam com ganhos, com destaque para Recursos Naturais (+1,39%) e Automóveis & Partes (+1,24%). De lado das perdas, tivemos Saúde (-0,69%) e Imobiliário (-0,51%).

O recente período de retração na yield do Tesouro da Alemanha a 10 anos voltou a colocar problemas à evolução relativa do setor bancário do EURO STOXX.

Mercado de dívida de governos na Zona Euro: a sessão foi mista para as yields nas obrigações a 10 anos na região. A Periferia mostrou descidas: Grécia (-8,4 pontos de base), Espanha (-1,3 pontos de base), Itália (-0,3 pontos de base) e Portugal (-2,7 pontos de base), enquanto Alemanha (+3,0 pontos de base) e França (+2,1 pontos de base) apresentaram subidas.

  • O spread entre as yields das obrigações portuguesas e alemãs a 10 anos diminuiu 7 pontos de base.

Segundo um comentário da Moody’s relativamente a Itália, é necessário uma estratégia credível para colocar o rácio da dívida pública em percentagem do PIB numa tendência clara de queda. A agência de rating vê os problemas para formar um governo suportado por uma maioria no parlamento como uma dificuldade adicional, para além dos desafios que existem em termos do crescimento económico e da evolução orçamental.

  • Foi referido que os detalhes da política orçamental do próximo governo (assim como a agenda de reformas estruturais) serão bastante relevantes para a direção do perfil de crédito do soberano;
  • Para a Moody’s, uma reversão das reformas no sistema de pensões anteriormente aprovadas seria negativo para a notação de crédito atribuída ao país.

A Moody’s atribui um rating de Baa2 à Itália, com Outlook negativo. A próxima revisão está marcada para o dia 16 de março.

As últimas sessões sugerem que o flattening recente visível na curva alemã poderá ter terminado.

A manutenção de ambiente de maior volatilidade representa um entrave a spreads mais baixos no crédito europeu.

Portugal: o PSI20 fechou com uma queda de 0,21%. 12 dos 18 títulos do índice encerraram com ganhos, com destaque pela positiva para Semapa (+2,3%), Navigator (+2,2%) e Altri (+1,9%). Os títulos mais pressionados foram BCP (-2,2%) e Jerónimo Martins (-2,1%).

Matérias-primas/Moedas: o euro registou a quarta sessão consecutiva de subida (+0,55%) (+0,11% no momento em que escrevemos). O primeiro contrato de futuro do Brent terminou o dia com uma subida de 0,38% (-0,79% no momento em que escrevemos). O ouro terminou o dia com uma subida de 1,09% (-0,10% no momento em que escrevemos).

  • Segundo Aleksey Teksler, o Vice-Ministro da Energia na Rússia, o mercado do petróleo deverá voltar ao equilíbrio no 2º trimestre de 2018, ou até no final de 3º trimestre de 2018.

EUA: sessão positiva para os principais índices de ações: DJIA +0,04%, S&P500 +0,26% e Nasdaq Composite +0,56%. Dos 11 principais setores do S&P500, 9 terminaram a sessão com ganhos, com destaque para Recursos Naturais (+1,08%), Consumo Discricionário (+0,72%) e Industriais (+0,48%). De lado das perdas, tivemos Utilities (-1,36%) e Saúde (-0,12%).

Paul Ryan, o líder da maioria no Congresso, criticou as tarifas anunciadas por Donald Trump por poderem aumentar as tensões com os principais parceiros comerciais do país. Entretanto, o representante da administração Trump para o comércio internacional (Robert Lighthizer) referiu que México e Canadá poderão ser excluídos das tarifas, dependendo do resultado das negociações do NAFTA. Segundo as notícias mais recentes, Gary Cohn, Diretor de Concelho Economico Nacional, irá abandonar o seu lugar na administração Trump.

Robert Kaplan, presidente do Fed de Dallas (sem voto no Comité em 2018), reiterou que vê como sendo apropriadas 3 subidas de 25 pontos de base na fed Funds Rate em 2018. Referiu que considera que a primeira das 3 subidas deverá ocorrer em breve.

  • Considera que a economia poderá estar já em pleno emprego. Referiu que uma situação de pleno emprego dificulta a tarefa do banco central para assegurar um soft landing da economia. Vê a taxa de desemprego a atingir um valor abaixo de 4% este ano;
  • Relativamente à implementação de tarifas sobre a importação de aço e alumínio, relembrou que o relacionamento comercial com o Canadá e o México são fundamentais para a competitividade e o mercado de trabalho nos EUA. Não alterou as suas perspetivas para a economia dos EUA, apesar da discussão em torno das políticas para o comércio internacional;
  • Apesar de reconhecer o impacto positivo do Plano Fiscal no crescimento económico de 2018 e 2019, relembrou que o seu impacto na evolução da dívida do governo poderá ter um impacto negativo no ritmo de crescimento da economia dos EUA no médio prazo. Considerou que a combinação de uma dívida pública mais elevada, fraca produtividade e envelhecimento da população é desfavorável para o crescimento futuro da economia dos EUA;
  • Justificou as yields mais elevadas que são observadas nos EUA com o contexto de mais forte crescimento económico e com o aumento das emissões para financiar a política orçamental expansionista.

O mesmo membro do Comité de Política Monetária da Reserva Federal dos EUA acrescentaria numa conferência sobre o setor da energia que as economias dos EUA e global estão fortes, prevendo um ritmo de expansão nos EUA entre 2,5% e 2,75% para 2018.

  • Considerou que restrições na imigração iriam prejudicar o crescimento da força de trabalho;
  • Referiu que a China não poderá continuar a suportar o crescimento da economia com mais dívida.

Lael Brainard, Governadora da Reserva Federal dos EUA, considerou que alguns fatores que serviam de obstáculo ao crescimento da economia dos EUA, agora passaram a ser suportes (o que justifica uma maior confiança em como a meta de 2% para a inflação irá ser alcançada), um argumento também utilizado por Jerome Powell na apresentação do relatório semianual de política monetária perante o Congresso, citando o impacto positivo do Plano Fiscal, estimado em 0,5 pontos percentuais do PIB em 2018 e 2019, assim como o contexto favorável da economia global. Referiu que este contexto pode ajudar a ancorar as expectativas de inflação.

  • Referiu que uma taxa de inflação ligeiramente acima de 2% seria consistente com a meta da Reserva Federal. Mesmo assim, considerou que este enquadramento favorável poderá justificar uma aceleração no ritmo de subida de taxas. Para já, a maior confiança quanto à evolução da inflação justifica subidas graduais na fed funds rate;
  • Vê riscos moderados nos mercados financeiros;
  • Considera que as condições financeiras permanecem um suporte ao crescimento da economia, mas que o crescimento dos salários permanece afastado do observado antes da crise financeira internacional;
  • Vê a subida nas yields como consistente com o ciclo de subida na fed funds rate, com fatores globais a condicionarem a parte mais longa da curva.

Ásia: sessão de perdas para os principais índices de ações na região: TOPIX -0,72%, HANG SENG -1,04% no momento em que escrevemos, SHANGHAI COMPOSITE -0,55%, HSCEI -1,24% no momento em que escrevemos, TAIEX -0,36%, KOSPI -0,40% e S&P/ASX200 -1,01%.

  • Segundo notícias de ontem, a Coreia do Norte estará pronta a considerar a desnuclearização, se o regime de Kim Jong-un for assegurado. A Coreia do Norte e a Coreia do Sul poderão realizar uma cimeira no final de abril.

Destaques do dia: a divulgação da estimativa da ADP para a criação de emprego pelo setor privado da economia dos EUA em fevereiro (antes de termos o relatório nacional da BLS na sexta-feira) representa o destaque do calendário económico de hoje.

A Reserva Federal dos EUA divulga o Livro Bege, que será utilizado no Comité de Política Monetária de dias 20 e 21 de março (às 19h00, hora de Portugal). Além disto teremos uma reunião de política monetária na Polónia (com a divulgação de novas projeções macro), e discursos por parte de William Dudley e Raphael Bostic, membros do Comité de Política Monetária da Reserva Federal dos EUA.

O Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apresenta hoje as principais conclusões da União Europeia sobre o que a região pretende que seja o relacionamento futuro com o Reino Unido.

  • Os CTT apresentam os resultados para o 4º trimestre de 2017 após o fecho do mercado.

Resultados EUA: Dollar Tree (DLTR US, 4º trim. 2017/18, consenso: $1,927, antes de abertura), Costco Wholesale (COST US, 2º trim. 2017/18, consenso: $1,478, depois de fecho)

Resultados Europa: Telecom Italia (TIT IM, 2017, consenso: €0,073), Rolls-Royce (RR/ LN, 2017, consenso: £0,338), Deutsche Post (DPW GR, 2017, consenso: €2,292, antes de abertura), Legal & General (LGEN LN, 2017, consenso: £0,256)

Macro:

07:45 - França: Saldo de balança comercial (jan., milhões de euros) (consenso: -4450, anterior: -3468)

12:30 - Discurso de William Dudley, Presidente do Fed de Nova Iorque (com voto no Comité em 2018)

13:00 - Discurso de Raphael Bostic, Presidente do Fed de Atlanta (com voto no Comité em 2018), sobre a economia dos EUA

13:20 - Discurso de William Dudley, Presidente do Fed de Nova Iorque (com voto no Comité em 2018)

13:15 - EUA: Estimativa da ADP para a criação de emprego pelo setor privado (fev., milhares) (consenso: 200, anterior: 234)

13:30 - EUA: Saldo da balança comercial (jan., mil milhões de dólares) (consenso: -55,0, anterior: -53,1)

20:00 - EUA: Crédito ao consumo (out., mil milhões de dólares) (consenso: 17650, anterior: 18447)

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