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* Cotações com atraso superior a 15 minutos via Bats CHI-X Europe e NASDAQ Basic

Resumo dos mercados - 2 março

2 Mar 2018

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Europa: a sessão foi negativa para os principais índices europeus de ações, acompanhando o sentimento nos EUA. A decisão de Donald Trump de implementar tarifas nas importações de produtos nas áreas do aço (25%) e do alumínio (10%) levou os mercados financeiros a temer retaliações por parte dos principais parceiros comerciais dos EUA.

O STOXX600 fechou com uma queda de 1,26%. Todos os 19 principais setores do índice registraram perdas, com destaque pela negativa para Recursos Naturais (-2,42%), Media (-2,12%) e Químicas (-2,08%).

Mercado de dívida de governos na Zona Euro: com exceção da Grécia (+6,2 pontos de base para 4,415%), a sessão foi de descida para as yields nas obrigações a 10 anos na região. Portugal registou uma descida de 4 pontos de base para 1,922%.

O Tesouro de Espanha executou ontem os leilões anteriormente anunciados:

  • Obrigações no montante de 1,079 mil milhões de euros com maturidade em 31 de janeiro de 2021, uma yield média de -0,034% e um rácio bid-to-cover de 3,14x (face a 2,57x na última emissão);
  • Obrigações no montante de 1,605 mil milhões de euros com maturidade em 31 de outubro de 2022 uma yield média de 0,358% e um rácio bid-to-cover de 1,88x (face a 4,62x na última emissão);
  • Obrigações no montante de 1,201 mil milhões de euros com maturidade em 31 de outubro de 2028 uma yield média de 1,502% e o rácio bid-to-cover de 1,99x (face a 2,47x na última emissão).

Portugal: o PSI20 fechou com uma queda de 1,68%. Apenas 2 dos 18 títulos do índice encerraram com ganhos- BCP (+1,3%) e REN (+0,3%). Os títulos mais pressionados foram Jerónimo Martins (-9,7%), apos apresentar os resultados de 2017, e Corticeira Amorim (-2,7%).

Segundo os dados do Banco de Portugal, a dívida na ótica de Maastricht atingiu 243,598 mil milhões de euros em janeiro de 2018, o que representa um crescimento de mil milhões de euros (+0,41%) faco a dezembro de 2017 e de 952 milhões face a janeiro de 2017 (+0,39%).

  • A dívida na ótica de Maastricht líquida de ativos em depósitos das administrações públicas situou-se em 223,322 mil milhões de euros em janeiro de 2018, uma subida de 319 milhões de euros face ao dezembro de 2017 e 4,775 mil milhões de euros face ao janeiro de 2017.

Matérias-primas/Moedas: o euro registou uma subida de 0,60% (+0,01% no momento em que escrevemos). O primeiro contrato de futuro do Brent terminou o dia com uma queda de -2,96% (+0,02% no momento em que escrevemos). O ouro terminou o dia com uma descida de 0,10% (+0,05% no momento em que escrevemos).

EUA: sessão negativa para os principais índices de ações: DJIA -1,68%, S&P500 -1,33% e Nasdaq Composite -1,27%. Os 11 principais setores do S&P500 terminaram a sessão no vermelho. Industriais (-1,92%), Financeiras (-1,85%) e Tecnologia (-1,70%) lideraram as perdas.

  • A yield das obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos registou uma descida de 5,3 pontos de base para 2,809% (2,829% no momento em que escrevemos), refletindo o ambiente de risk-off.

William Dudley, presidente do Fed de Nova Iorque (com voto no Comité em 2018), mostrou-se ontem contra a implementação de medidas de protecionismo. Reconheceu que a implementação de tarifas coloca pressões sobre os preços.

  • Quanto ao contexto macro, referiu que estamos a ver um ciclo sincronizado de expansão para a economia global;
  • Considerou que a política orçamental está em vias de tornar-se expansionista de forma significativa;
  • No que se refere à inflação, considerou que os preços dos bens nos EUA permanecem fracos, enquanto os preços nos serviços apresentam uma evolução moderada;
  • Mostou maior confiança em como a economia dos EUA irá crescer acima da sua tendência de longo prazo, embora tenha considerado ser ainda cedo para saber se é justificado um ritmo mais rápido de subida de taxas. Considerou que 4 subidas de 25 pontos de base na fed funds rate em 2018 seria ainda um ritmo gradual de subida de taxas. Para William Dudley é difícil avançar para um ritmo mais rápido de subida de taxas, num contexto de inflação baixa.

Ásia: sessão negativa para a generalidade dos índices de ações: TOPIX -1,83%, HANG SENG -1,45% no momento em que escrevemos, SHANGHAI COMPOSITE -0,54%, HSCEI -1,96% no momento em que escrevemos, TAIEX -0,81%, KOSPI -1,04% e S&P/ASX200 -0,74%. Segundo as notícias deste início de dia, a China poderá estar já a estudar a implementação de algumas tarifas sobre bens agrícolas importados dos EUA.

Destaques do dia: a leitura final do Índice da Universidade de Michigan para a confiança dos consumidores representa o destaque do dia, num calendário económico pouco preenchido.

Em Itália, o ISTAT divulga na sexta-feira a leitura final para o PIB do 4º trimestre de 2017, incluindo o detalhe por componentes do lado da oferta e da procura.

Em Portugal o Instituto Nacional de Estatística divulga as vendas a retalho e o índice de produção industrial, para janeiro.

  • O dia será também marcado pelo discurso de Theresa May sobre o BREXIT e pelo discurso de Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra.

No que se refere ao calendário das agências de rating, encontramos a possibilidade de a Moody’s pronunciar-se sobre Roménia e Suécia. Os mesmos países constam também do calendário da Standard & Poor’s.

Resultados EUA: Foot Locker (FL US, 4º trim. 2017/18, consenso: $1,254, guidance: $1,09), JC Penney (JCP US, 4º trim. 2017/18, consenso: $0,468)

Macro:

08:00 - Espanha: Desemprego registado (fev., var. mensal, milhares) (consenso: -6,0, anterior: 63,7)

15:00 - EUA: Índice da Universidade de Michigan para a confiança dos consumidores (fev., final) (consenso: 99,5, preliminar: 99,9)

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