banner

Ticker

* Cotações com atraso superior a 15 minutos via Bats CHI-X Europe e NASDAQ Basic

NEWSLETTER SEMANAL 05-03-2018

5 Mar 2018

noticias/newsletter.jpeg

Principais pontos em destaque esta semana:

  1. Na Alemanha, os membros do SPD deram o seu suporte à coligação de governo com a CDU/CSU (com 66% dos votos totais a favor);
  2. Os resultados preliminares para a Câmara Baixa do Parlamento de Itália mostram a vitória (esperada) da coligação de centro direita. Contudo, o movimento Cinque Stelle e o partido Lega Nord não desapontaram, com o primeiro a vencer individualmente as eleições de domingo e o segundo a vencer entre os partidos da coligação de centro-direita. A coligação de centro-esquerda (com o partido PD), aparece depois da coligação de centro-direita e do movimento Cinque Stelle. Irá seguir-se agora um período de negociações para a tentativa de formação de um governo;
  3. A primeira sessão do Plenário do 13º Congresso do Povo da China tem início na segunda-feira;
  4. Reunião de política monetária do Banco Central Europeu, com conferência de imprensa de Mario Draghi na quinta-feira (às 13h30, hora de Portugal);
  5. Cofina, Impresa, Altri e CTT reportam os seus resultados de 2017 esta semana;
  6. A divulgação do relatório de emprego para fevereiro nos EUA representa o destaque do calendário económico desta semana. Na área do euro, teremos a leitura de janeiro das vendas a retalho e a produção industrial, para o mesmo mês, de alguns países na região;
  7. O Governo dos EUA deverá finalizar esta semana o detalhe das tarifas sobre as importações de aço e alumínio;
  8. A Reserva Federal dos EUA divulga na quarta-feira (às 19h00, hora de Portugal), o Livro Bege contendo o resumo das condições da atividade económica que será utilizado no Comité de Política Monetária de dias 20 e 21 de março;
  9. Atualização do calendário de eventos de risco para os próximos meses.

Na ordem de trabalhos do Plenário do 13º Congresso do Povo da China que tem início na segunda-feira (e deverá ter uma duração estimada de cerca de duas semanas) está incluída a aprovação da proposta que retira o limite do mandato do presidente a 10 anos, um plano para reorganizar e reduzir os departamentos do Governo, o orçamento e um plano de desenvolvimento económico (tendo subjacente a estratégia de crescimento definida no 19º Congresso do Partido, com base em 3 prioridades: controlo dos riscos financeiros, reduzir a pobreza e controlar a poluição). No primeiro dia, deveremos ter a divulgação de vários objetivos para a economia, nomeadamente no que se refere ao crescimento do PIB e à execução orçamental.

No calendário das agências de rating desta semana, a Fitch poderá pronunciar-se sobre a Hungria na sexta-feira. No calendário da Moody’s encontramos a Eslováquia. Finalmente, a DBRS poderá pronunciar-se sobre o Luxemburgo.

Um dos principais destaques desta semana será a reunião de política monetária de março do Banco Central Europeu. A decisão será conhecida na quinta-feira às 12h45, hora de Portugal, tendo a conferência de imprensa de Mario Draghi lugar 45 minutos mais tarde, com a apresentação das novas previsões macro do staff do Banco Central Europeu.

As novas previsões macro não deverão mostrar grandes alterações face a dezembro. A atenção deverá estar concentrada na atualização das previsões para a inflação, depois de excluir alimentação e energia. A evolução do índice composto da IHS Markit nos dois primeiros meses de 2018 é ainda compatível com um ritmo de crescimento para o 1º trimestre de 2018 acima do valor de 0,5% assumido pelo Banco Central Europeu. Contudo, a recente retração sugere uma estabilização no ritmo de expansão da economia na região para os próximos meses.

Não obstante o reconhecimento de um ambiente favorável em termos económicos e de uma maior confiança quanto à deslocação da inflação para junto da meta definida, o baixo nível que a inflação apresenta (com uma lenta recuperação da inflação core), e os recursos ainda por usar no mercado de trabalho, deverão levar o Banco a reiterar que não há ainda sinais de uma tendência sustentável de subida na inflação, pelo que progressos adicionais dependem da manutenção de uma política monetária expansionista. De qualquer forma, os mercados financeiros estarão atentos a sinais quanto ao debate sobre alterações futuras no forward guidance do Banco.

Depois das minutas da reunião de janeiro terem mostrado uma discussão em torno da intenção, por parte de alguns membros do Conselho de Governadores, de retirar do forward guidance o easing bias associado ao programa APP, ou seja, a possibilidade de este poder ser aumentado em termos de duração ou tamanho, em determinadas condições, a atenção estará em saber se a decisão será tomada esta quinta-feira, como passo adicional para ajustar o forward guidance do Banco, reduzindo a importância do programa APP na sua política de comunicação e chamando a atenção para os efeitos do conjunto de instrumentos de política monetária (incluindo também reinvestimentos, forward guidance, e stock de ativos já adquiridos).

Tal como foi referido por Mario Draghi no Comité de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu na semana passada, o forward guidance relativamente às taxas de juro (a primeira subida de taxas a ocorrer apenas bem depois do final do programa APP) permanece bastante importante, o que pode levar-nos a pensar que deverá, provavelmente, ser reforçado, à medida que o Banco prepara os mercados financeiros para o final do período de compras líquidas do programa APP. Mesmo assim, o mercado continua a incorporar uma subida de 10 pontos de base em março de 2019, o que poderá ser visto como incompatível com o forward guidance fornecido... a não que a recuperação da inflação consiga surpreender o banco central ao longo dos próximos meses... A esse propósito, o detalhe da leitura preliminar do índice harmonizado dos preços no consumo para fevereiro divulgado pelo Eurostat mostrou alguns (ainda que pequenos) sinais positivos nas componentes dos serviços e dos bens industriais, depois de excluir a energia.

  • Para além do Banco Central Europeu, teremos, durante a semana, reuniões de política monetária na Austrália (terça-feira), Polónia (com a divulgação de novas projeções macro), Turquia, Malásia e Canadá (todos na quarta-feira), Peru (quinta-feira) e Japão (sexta-feira).

Andy Haldane, economista-chefe do Banco de Inglaterra, realizará um discursa na terça-feira. Nos EUA, teremos 8 discursos por parte de membros do Comité de Política Monetária da Reserva Federal dos EUA ao longo da semana, com destaque para Lael Brainard, governadora da Reserva Federal dos EUA, sobre política monetária, na terça-feira.

  • A Reserva Federal dos EUA divulga na quarta-feira (às 19h00, hora de Portugal), o Livro Bege contendo o resumo das condições da atividade económica que será utilizado no Comité de Política Monetária dos dias 20 e 21 de março.

Enquanto a parte mais longa da curva dos EUA tem beneficiado do período de maior aversão ao risco observado nos índices de ações, a parte mais curta da curva continua a apreçar os riscos de o Comité de Política Monetária da Reserva Federal dos EUA poder surpreender no seu ciclo de subida de taxas, nomeadamente com 4 subidas de 25 pontos de base em 2018, suportada pelo discurso de Jerome Powell na semana passada perante o Congresso / Senado, o que provocou um flattening da curva. Nesse sentido, a atenção está já na reunião dos dias 20 e 21 de março do Comité de Política de Monetária da Reserva Federal dos EUA, de modo a observar se teremos alguma alteração nas expectativas dos membros para a evolução da fed funds rate em 2018 e 2019, e até que ponto o Comité está preocupado com os riscos de sobreaquecimento na economia dos EUA.

No que diz respeito à parte mais longa da curva, refira-se que as expectativas de inflação têm permanecido bastante estáveis, não obstante os sinais em como o crescimento do PIB poderá desapontar no 1º trimestre de 2018 e o enfraquecimento observado na cotação do petróleo. Nesse sentido, a deslocação da taxa breakeven a 10 anos para mais próximo dos seus máximos de 2011 e 2012 permanece um risco para os próximos meses.

A divulgação do relatório de emprego para fevereiro nos EUA representa o destaque do calendário económico desta semana. Na área do euro, teremos a leitura de janeiro das vendas a retalho e a produção industrial, para o mesmo mês, em alguns países da região.

  • EUA: a leitura de fevereiro do índice ISM para a área não industrial da economia (segunda-feira) e o relatório de emprego para o mesmo mês (sexta-feira) representam o destaque da semana para o calendário económico nos EUA. O resto do calendário não contém dados relevantes, sendo de mencionar a leitura final das encomendas de bens duradouros de janeiro (terça-feira), e o saldo da balança comercial (quarta-feira);
  • Zona Euro: o Eurostat divulga na quarta-feira a leitura final do PIB referente ao 4º trimestre de 2017, acompanhada do detalhe por agregados da procura e da oferta. Na segunda-feira será conhecido o primeiro indicador de sentimento para março, ou seja, o índice da SENTIX para a confiança dos investidores. Também interessante poderá ser a leitura de janeiro das vendas a retalho (divulgada pelo Eurostat na segunda-feira), após as dúvidas que a retração recente em alguns indicadores de sentimento lançou sobre a evolução da economia na área do euro.

 

Na segunda-feira será divulgada a leitura final de fevereiro dos índices PMI da IHS Markit referentes aos serviços e ao total do setor privado da economia. Finalmente, França, Alemanha e Espanha divulgam a leitura de janeiro para a produção industrial na sexta-feira;

  • Portugal: o calendário não contém dados relevantes para a economia portuguesa.

O INE divulgou recentemente a leitura de fevereiro para os seus indicadores de confiança. Permanecem, de uma forma geral próximos dos seus máximos para o atual ciclo económico, sendo que continua a destacar-se o índice de confiança dos consumidores, ao situar-se 1,7 desvios padrões acima da sua média de longo prazo. As perspetivas referentes aos próximos 12 meses para a situação financeira do agregado familiar e a situação económica do país, para os dois primeiros meses de 2018, permanecem sólidas, se comparados com os valores médios de 2017, o que permite não só criar um ambiente favorável às intenções de poupança como para a realização de compras importantes;

  • Reino Unido: a semana será marcada pela divulgação da leitura de fevereiro para os índices PMI referentes aos serviços e ao total do setor privado da economia (segunda-feira), assim como pela leitura de janeiro do índice de produção industrial (sexta-feira);
  • China: o calendário da próxima semana mostra-nos a leitura de fevereiro para os índices da Caixin referentes aos serviços e o total da economia (segunda-feira), o saldo da balança comercial (quinta-feira) e os índices de preços na produção e no consumo (sexta-feira), ambos também para o mês de fevereiro;
  • Brasil: encontramos no calendário desta semana a leitura de fevereiro dos índices PMI para os serviços e o total do setor privado da economia (segunda-feira), o índice de produção industrial de janeiro (terça-feira), e o índice IPCA do IBGE para os preços no consumo (sexta-feira).
  • A época de resultados referente ao 4º trimestre de 2017 para as cotadas na bolsa portuguesa prossegue na próxima semana com os resultados de Cofina, Impresa (ambos na terça-feira, após o fecho do mercado), CTT (quarta-feira, após o fecho do mercado), e Altri (quinta-feira, após o fecho do mercado).

Para a próxima semana, Áustria, Alemanha e Irlanda deverão vender obrigações de dívida pública. Não estão previstos reembolsos ou pagamento de cupões para compensar a oferta esperada para a semana.

  • A Áustria reabre na terça-feira as emissões RAGB 0% setembro 2022 e 0,75% fevereiro 2028 para um montante até 1,2 mil milhões de euros;
  • Também na terça-feira, a Alemanha reabre os linkers 0,1% abril 2026 e 0,5% abril 2030, para um montante total de mil milhões de euros. Na quarta-feira, a Alemanha regressa ao mercado para reabrir a emissão OBL 0% abril 2023, para um montante até 4 mil milhões de euros;
  • A Irlanda vende dívida na quinta-feira, com os detalhes a serem conhecidos no início da semana.

Holanda, França, Espanha, Bélgica e o Mecanismo Europeu de Estabilidade deverão vender Bilhetes do Tesouro durante a semana,

Voltar