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MACRO - Zona Euro - Sinais mistos na leitura preliminar para agosto dos índices PMI da IHS Markit

23 Aug 2018

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Conclusão: o índice PMI composto da IHS Markit para a área do euro permaneceu praticamente inalterado na sua leitura preliminar de agosto (+0,1 pontos para 54,4, vs. consenso 54,5), traduzindo o comportamento do setor dos serviços (+0,2 pontos para 54,4, vs. consenso 54,4), uma vez que a área da indústria continuou a enfraquecer-se, com o PMI (-0,5 pontos para 54,6, vs. consenso 55,2) a dar continuidade ao movimento de descida observado desde o máximo de dezembro de 2017 (elevando a queda para um total de 6 pontos).

Em termos dos países, os ganhos observados na França e na Alemanha (+0,7 pontos em ambos os casos) parecem ter sido praticamente compensados por perdas observadas no mês para o resto da região do euro (com mínimos de 22 meses para produção e novas encomendas e um mínimo de 5 anos para a componente das expectativas para os próximos 12 meses), embora os detalhes sejam apenas divulgados no início de setembro.

A leitura preliminar de agosto para o PMI composto parece compatível com um ritmo de crescimento trimestral não anualizado de 0,4%-0.5% para o PIB real da área do euro.

O detalhe do inquérito permanece compatível com a ideia de uma estabilização no ritmo de crescimento da economia na área do euro, beneficiando do setor dos serviços, ou seja, da procura doméstica. O ritmo de crescimento permanece, contudo, bem abaixo do observado no final do ano passado.

As componentes das novas encomendas registaram uma ligeira aceleração na indústria e nos serviços, embora a leitura preliminar de agosto represente, em termos agregados para o total do setor privado, a terceira mais baixa desde dezembro de 2016. A componente das novas encomendas para a indústria permanece fraca, com o setor exportador a registar o valor mais baixo dos últimos dois anos. A componente do emprego atingiu um máximo de 6 meses, situando-se junto dos máximos históricos do inquérito (embora, na indústria, esta componente tenha registado um mínimo de 17 meses). A componente de expectativas para os próximos 12 meses deteriorou-se para um mínimo de 23 meses (mínimos de 34 meses e de 21 meses para a indústria e os serviços, respetivamente). As componentes de preços nos inputs e nos outputs atingiram mínimos de 3 meses, embora permaneçam entre os valores mais elevados dos últimos 7 anos.

Detalhes:

França: o índice PMI composto da IHS Markit para o setor privado da economia aumentou 0,7 pontos para 55,1 (vs. consenso 54,6), o valor mais elevado desde abril de 2018. Para esta subida contribuíram os ganhos observados na indústria (+0,4 pontos para 53,7, vs. consenso 53,5 – o que representa o segundo mês consecutivo de subida) e nos serviços (+0,8 pontos para 55,7, vs. consenso 55,1, em linha com a média observada para o período de expansão observado desde julho de 2016). Para o índice PMI composto, a média das leituras de julho e agosto (54,8) situa-se ainda abaixo da média do 2º trimestre de 2018 (55,4).

O detalhe do inquérito mostrou referências positivas para a procura doméstica para a área industrial, assim como uma evolução mais favorável das encomendas na área dos serviços. Para o setor industrial, o inquérito também notou uma melhoria marginal no ritmo de crescimento das novas encomendas para a área exportadora, embora esta componente permaneça abaixo da sua média histórica. Para o total do setor privado, a componente do emprego registou uma melhoria face a julho. Igual evolução foi observada para a componente dos preços nos inputs (com um máximo de 6 meses na indústria). Os preços de venda continuam a aumentar, embora tenha sido observado um abrandamento no setor dos serviços. O índice de confiança para os próximos 12 meses atingiu o valor mais baixo desde novembro de 2016, com destaque para a indústria, entre referências a preocupações com possíveis pressões inflacionistas mais elevadas no futuro.

Alemanha: o índice PMI composto registou uma subida de 0,7 pontos na leitura preliminar de agosto para 55,7 (vs. consenso 55,1). Este é o 3º mês consecutivo de subida e representa a leitura mais elevada desde fevereiro de 2018. Esta subida resultou do comportamento para o PMI dos serviços (+1,1 pontos para 55,2, vs. consenso 54,3), o que mais do que compensou a queda registada pelo PMI na indústria (-0,8 pontos para 56,1, vs. consenso 56,5). A leitura preliminar do PMI para a indústria de agosto situa-se praticamente junto dos mínimos para a descida observada neste indicador desde o máximo de dezembro de 2017 (a segunda leitura mais baixa dos últimos 20 meses, embora ainda acima da média de longo prazo do inquérito). A média de julho e agosto para o PMI composto (55,4) situa-se acima da média observada no 2º trimestre de 2018 (54,3) e ligeiramente abaixo da média do 1º semestre de 2018 (55,8).

O detalhe mostrou leituras para as componentes dos preços de venda na indústria e nos serviços entre as mais elevadas na história do inquérito, traduzindo a necessidade de passar para os clientes o aumento nos custos de produção (com referências a pressões salariais e a custos mais elevados com as matérias-primas). A componente das novas encomendas para a área exportadora atingiu um mínimo para mais de 2 anos. A evolução positiva do setor dos serviços permitiu que a componente das novas encomendas para o total do setor privado atingisse o valor mais elevado desde fevereiro. Igual comportamento foi observado para a componente do emprego. O índice de confiança para os próximos 12 meses atingiu um máximo de 4 meses, com os serviços a mais do compensarem o ligeiro enfraquecimento observado na área industrial.

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