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Dados económicos e principais notícias - 8 março

8 Mar 2018

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Resumo dos dados económicos divulgados nos dias anteriores:

Zona Euro: Dados do PIB para o 4º trimestre de 2017:

  • A 3ª estimativa para os dados do PIB do 4º trimestre de 2017 divulgados ontem pelo Eurostat mostraram um crescimento do PIB em volume de 0,602% (com 3 casas decimais), o que compara com estimativa preliminar de 0,590%, correspondendo a uma taxa de variação anualizada de 2,428% (vs. 2,381% na estimativa preliminar), o mais baixo desde o 3º trimestre de 2016;
  • A taxa de variação homóloga atingiu 2,7%, inalterada face ao trimestre anterior. Para 2017 como um todo, a economia da área do euro apresentou um crescimento de 2,5%, após 1,8% em 2016, o que representa o ritmo mais forte de expansão desde 2007;
  • Todas as componentes da procura agregada registaram um contributo positivo para o ritmo trimestral não anualizado de 0,6% no 4º trimestre de 2017, com destaque para a procura externa líquida, tendo em conta uma forte evolução das exportações: consumo das famílias (+0,1 pontos percentuais), gastos do Estado (+0,1 pontos percentuais), investimento (+0,2 pontos percentuais) e procura externa líquida (+0,4 pontos percentuais);
  • As exportações cresceram 1,9% no trimestre (não anualizado), sugerindo para já um efeito limitado da valorização do euro, tendo em conta o contexto de forte procura, bem acima da taxa de variação observada nas importações (1,1%). A FBCF cresceu 0,9%, após a contração de 0,2% registada no 3º trimestre de 2017. Consumo privado e consumo público apresentaram taxas de crescimento de 0,2% e 0,3%, respetivamente, no trimestre. Do lado da oferta, destaque para o crescimento trimestral não anualizado registado no período pela indústria transformadora (+1,3%) e pela construção (+1,1%).

Entretanto, os indicadores de sentimento para a região sugerem que o ritmo de crescimento poderá já não estar a acelerar no 1º trimestre de 2018, permanecendo, contudo, num nível elevado, com a melhoria no mercado de trabalho a suportar o consumo privado.

EUA: Estimativa da ADP para a criação de emprego pelo setor privado (fevereiro):

  • Segundo a estimativa da ADP, o setor privado da economia dos EUA terá criado 235 mil empregos em fevereiro (vs. consenso 200 mil). O valor do mês anterior foi revisto de 234 para 244 mil;
  • O detalhe do relatório mostra uma criação de 198 mil empregos pelo setor dos serviços (37 mil para a área produtora de bens);
  • O consenso espera uma criação de emprego pelo setor privado de 198 mil para o relatório nacional da BLS que será conhecido na sexta-feira (200 mil para o total da economia);
  • Nos últimos 3 meses, o ADP sobrestimou a criação total de emprego do relatório BLS em cerca de 56 mil, em termos de média mensal.

Alemanha: Índices de sentimento do Instituto ifo:

  • A exemplo do que ocorreu com o índice para indústria, retalho e construção, também o índice ifo para os serviços registou uma queda em fevereiro (-0,7 pontos), situando-se ainda 1,2 desvios padrões acima da sua média de longo prazo. A componente das expectativas caiu 1,7 pontos (após -2,4 pontos em janeiro), tendo atingido o valor mais baixo desde maio de 2017. Já a componente das condições correntes atingiu um novo máximo histórico. O detalhe do inquérito sinalizou a intenção de criação de novos empregos no setor;
  • O barómetro para o mercado de trabalho registou uma ligeira queda em fevereiro, permanecendo junto dos máximos históricos do inquérito observados em janeiro. O detalhe do inquérito mostrou uma subida no mês apenas para o setor dos serviços;
  • O índice de expectativas para o setor exportador registou o 3º mês consecutivo de queda em fevereiro, permanecendo, contudo, ainda acima da sua média de longo prazo. O comunicado do instituto ifo refere que, apesar da situação económica favorável na área do euro, a valorização da moeda está a enfraquecer o sentimento dos exportadores.

Os indicadores de sentimento permanecem de uma forma geral num nível elevado, sendo contudo de notar o enfraquecimento nas expectativas para a área exportadora devido à valorização do euro.

EUA: Saldo da Balança Comercial (janeiro):

  • O défice da balança comercial aumentou de 53,9 mil milhões de dólares em dezembro para 56,6 mil milhões de dólares em janeiro (vs. consenso de um défice de 55,0 mil milhões de dólares). Este valor representa um máximo desde outubro de 2008;
  • Excluindo produtos petrolíferos, o défice desceu de 50,369 para 49,519 mil milhões de dólares;
  • As importações registraram uma variação nula, enquanto as exportações caíram 1,3% em janeiro;
  • Em termos reais, o défice aumentou de 68,466 para 69,723 mil milhões de dólares.

Notícias:

Impresa: Principais conclusões da conference call referente aos resultados de 2017:

  • Investimento: é previsto um aumento do investimento em 2018 até 12 milhões de euros, devido a uma operação de expansão do edifício, que deverá acabar no 4º trimestre de 2018;
  • Previsões para 2018: a empresa espera um desempenho bom na publicidade, com destaque para o 1º semestre de 2018 por encontrar-se mais preenchido em termos de eventos, como Rock em Rio. Além disto, a Impresa assinou em janeiro dois contratos para gerir a publicidade do portal Notícias ao Minuto e Zerozero, que vão contribuir significativamente para o Ebitda em 2018. Foi também mencionado o desempenho positivo do Expresso na forma digital. Quanto à televisão, é esperado um aumento moderado da publicidade e um declínio dos custos da programação.

EDP Renováveis: a empresa vai investir 33 milhões num parque eólico em Espanha (Negócios)

EDP: a empresa assinou um contrato de financiamento tipo revolving no montante de 2,24 mil milhões de euros para 5 anos, extensível por 2 anos adicionais. A operação foi organizada com participação de 17 bancos. A nova linha de crédito substitui uma linha de 2 mil milhões de euros, contratada pela EDP em 2015, que vencia em fevereiro de 2020 e que está utilizada em 1,5 mil milhões de euros (Comunicado da EDP na CMVM)

Pharol / Oi: Luís Palha da Silva e Pedro Morais Leitão, membros da administração da operadora de telecomunicações brasileira Oi através da Bratel, estão entre os responsáveis que foram suspensos de funções por decisão de um tribunal do Rio de Janeiro (Negócios)

Galp Energia: a Petrogal Brasil, subsidiária da Galp Energia, é uma das 20 empresas que estão inscritas para disputar a 15ª ronda de licitações de blocos exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis no Brasil no próximo dia 29 de março (Negócios)

Portugal: a Comissão Europeia decidiu ontem baixar o grau de alerta sobre os desequilíbrios da economia portuguesa, deixando de os considerar excessivos. O documento aponta, contudo, para várias áreas para as quais gostaria de ver melhorias: (1) a dívida pública, o que implica um ajustamento ainda significativo e requer condições que permitam manter a redução do endividamento nas próximas décadas; (2) os custos da saúde no orçamento público que estão entre os mais elevados da União Europeia no longo prazo; (3) os pagamentos em atraso nos hospitais, que continuam sem uma abordagem estrutural; (4) baixa produtividade do trabalho, que permanece uma fragilidade grave da economia portuguesa; (5) o crédito vencido no setor bancário, que se reduziu mas continua elevado; (6) o endividamento das empresas e famílias, que também continua a limitar o investimento, sem o qual a economia não consegue melhorar o seu crescimento potencial; (7) o ambiente de negócios, que continua penalizado por um peso administrativo grande e estrangulado por regulamentação demasiado restritiva no acesso a certas profissões, como os advogados, auditores ou solicitadores (Negócios)

Espanha: o Primeiro-Ministro de Espanha, Mariano Rajoy, escolheu Ramon Escolano, anterior vice-presidente de Banco Europeu de Investimento, para Ministro de Economia, em substituição de Luis de Guindos (Bloomberg)

Nissan/ Renault: a Nissan negou ter interesse em adquirir uma participação de 15% do Estado francês na Renault (Bloomberg)

Itália: segundo sondagem da Ipsos, 32% dos italianos preferem uma coligação de Cinque Stelle com o Lega, 29% mostram preferência por um governo liderado pelo Cinque Stelle e apoiado pelo PD, enquanto 16% dos inquiridos considera melhor uma coligação entre o centro-direita e o PD. 51% dos inquiridos mostram suporte à realização de novas eleições (Bloomberg)

Poste Italiane: segundo o Presidente do grupo, Matteo Del Fante, a política dos dividendos é conservadora e exequível, com a atenção da empresa colocada nos custos e na eficiência das operações (Bloomberg)

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