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Dados económicos e principais notícias - 2 março (inclui as principais conclusões da Conference Call sobre os resultados de 2017 da Jerónimo Martins)

2 Mar 2018

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Zona Euro: Taxa de Desemprego (janeiro):

  • Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego atingiu 8,6% em janeiro, em linha com o consenso, e idêntico ao valor do mês anterior (que foi revisto de 8,7% para 8,6%), ambos os valores mais baixos desde dezembro de 2008;
  • O número de desempregados na região baixou em 10 mil para 14,111 milhões no mês de janeiro;
  • A taxa de desemprego em Portugal (7,9%, estimada pelo INE) permanece abaixo da média da área do euro. Descidas nas taxas de desemprego continuam a ser observadas de uma forma geral na área do euro. Mesmo assim, Itália (11,1%) e Espanha (16,3%) continuam a apresentar valores bem elevados.

Com a economia na área do euro a manter uma evolução positiva, a taxa de desemprego poderá continuar a baixar gradualmente nos próximos meses.

Brasil: Índice PMI para a Indústria (fevereiro):

  • O índice registou uma subida de 2 pontos na leitura de fevereiro para 53,2, aproximando-se do seu máximo para o atual ciclo registado em novembro (53,5), e uma das leituras mais elevadas dos últimos 5 anos, compatível com a continuação da recuperação por parte do setor industrial no Brasil;
  • O detalhe mostrou a obtenção de um máximo de 3 meses para a componente da produção, enquanto a componente do emprego atingiu o valor mais elevado desde março de 2011. A leitura de fevereiro para a componente das novas encomendas foi uma das mais elevadas desde o início de 2013, com a parte exportadora (ligeiramente) em terreno de contração pelo segundo mês consecutivo (reflexo da evolução do BRL).

EUA: Relatório de Rendimento/Despesas das Famílias (janeiro):

  • O rendimento nominal das famílias aumentou 0,4% em janeiro (vs. consenso 0,3%), suportado por um crescimento de 0,5% nos salários (vs. 0,4% em dezembro e 0,5% em novembro), enquanto as despesas aumentaram 0,2% (em linha com o esperado). Em termos reais, as despesas de cosnumo das famílias caíram 0,1% (em linha com o esperado), tenho a variação do mês anterior sido revista em baixa (de 0,3% para 0,2%);
  • A taxa de poupança aumentou de 2,5% para 3,2%. O BEA refere que foi incorporado um efeito do Plano Fiscal no rendimento e na taxa de poupança de janeiro;
  • Em termos reais, o rendimento disponível aumentou 0,6% em janeiro, refletindo uma redução nos impostos das famílias;
  • O deflator das despesas de consumo privadas aumentou 0,4% em janeiro, o que levou a taxa de variação homóloga a permanecer inalterada em 1,7%. Excluindo a alimentação e a energia, o deflator aumentou 0,3% em janeiro (0,271%, com 3 casas decimais), permanecendo a taxa de variação homóloga inalterada em 1,5% (todos em linha com o esperado).

Tal como tinha sido visível na leitura de janeiro do índice de preços no consumo, também o deflator das despesas de consumo privado mostrou sinais de aumento nas pressões inflacionistas. A taxa de variação anualizada dos últimos 3 meses atingiu 2,1%, o valor mais elevado desde fevereiro de 2017. O início de 2018 revelou-se bastante fraco em termos de despesas de consumo privado, tal como já tinha sido sugerido pela evolução das vendas a retalho. Tendo em conta a subida na taxa de poupança e a elevada confiança das famílias é provável que os próximos meses mostrem um aumento das despesas com o consumo.

EUA: Índice ISM para a Indústria (fevereiro):

  • O índice registou uma subida de 1,7 pontos para 60,8 (vs. consenso 58,7). Esta leitura representa um novo máximo para o atual ciclo de expansão, e representa o valor mais elevado desde maio de 2004;
  • O detalhe do relatório foi contudo mais misto do que o sugerido pela subida do índice, tendo em conta as quedas observadas no mês por parte das componentes da produção (-2,5 pontos para 62,0) e das novas encomendas (-1,2 pontos para 64,2). Ambas permanecem contudo em valores elevados. Pela positiva, uma referência para as subidas observadas nas componentes de emprego (+5,5 pontos para 59,7) e novas encomendas no setor exportador (+3,0 pontos para 62,8).

Apesar da queda, a diferença entre as componentes das novas encomendas e dos inventários permanece em terreno positivo. Adicionalmente, a perceção continua a ser em como os inventários dos clientes continuam demasiado baixos.

Em suma, um sinal positivo para a economia dos EUA, sugerindo uma aceleração nos próximos meses, após os dados conhecidos atá agora apontarem para um início de 2018 relativamente fraco.

Espanha: Variação do PIB no 4º trimestre de 2017:

  • A leitura final da taxa de crescimento trimestral, ajustada pela sazonalidade e não anualizada, situou-se em 0,7% para o PIB em volume no 4º trimestre de 2017, em linha com a leitura preliminar. A taxa de variação homóloga situou-se em 3,1%;
  • A componente do consumo privado (+0,7%), a FBCF (+0,7%), o consumo público (+0,4%) registaram variações positivas face ao 3º trimestre;
  • No 4º trimestre de 2018, as exportações cresceram 0,3% enquanto as importações registraram uma variação nula.

Brasil: Variação do PIB no 4º trimestre de 2017:

  • A leitura da taxa de crescimento trimestral situou-se em 0,1% (face ao consenso de 0,3%) para o PIB em volume no 4º trimestre de 2017. A taxa de variação homóloga situou-se em 2,1%, abaixo do consenso de 2,5%;
  • A componente do consumo privado (+0,1%), investimento (+2,0%), o consumo público (+0,2%) registaram variações positivas face ao 3º trimestre;
  • No 4º trimestre de 2018, as importações cresceram 1,6% enquanto as exportações registraram uma queda de 0,9%.

EUA: Inscrições Semanais nos Centros de Emprego:

  • As inscrições semanais nos centros de emprego baixaram 10 mil para 210 mil na semana terminada em 24 de fevereiro (vs. consenso 225 mil). A leitura da semana anterior foi revista em baixa de 230 mil para 229 mil. A média de 4 semanas desceu 5 mil para 220,5 mil;
  • O total de subsídios de desemprego atribuídos aumentou em 57 mil para 1,931 milhões (vs. consenso 1,925 milhões) na semana terminada em 17 de fevereiro. A leitura anterior foi revista em alta de 1,942 milhões para 1,948 milhões. A média de 4 semanas baixou em 6,25 mil para 1,920 milhões.

Notícias:

Jerónimo Martins: Principais conclusões da conference call referente aos resultados de 2017:

  • Biedronka: após um forte desempenho do negócio na Polónia, o grupo prevê uma margem Ebitda estável, num nível elevado. O cabaz médio das compras na Biedronka aumentou em 2017, devido a utilização dos cartões de fidelidade e as promoções. No que se refere à nova regulação, que limitará comércio ao domingo, a mesma não deverá ter grande impacto no Ebitda, uma vez que as vendas maiores são registadas noutros dias de semana. Quanto ao aumento dos salários de 6% em 2017 (em 80% da força de trabalho), o grupo não vê mais subidas nos próximos meses. Contudo, no contexto da escassez da força de trabalho na Polónia, o grupo pretende mitigar os riscos com iniciativas que têm como objetivo reduzir a rotação dos empregados, que atualmente está em níveis elevados;
  • Pingo Doce: a empresa pretende aumentar os volumes das vendas, mas sublinha que o mercado é difícil e maduro;
  • M&A: a empresa está aberta as oportunidades da expansão, mantendo como critérios a proximidade com o cliente e os preços baixos. Possível ultrapassar o nível de alavancagem de 30% definido para o longo-prazo se aparecer uma oportunidade atractiva;
  • Ara: não é previsto atingir o breakeven antes de 2020. No que se refere à rentabilidade a longo-prazo, foi reiterado que a rede na Colômbia não deverá chegar ao nível de rentabilidade obtido na Polónia;
  • Investimento: foi apontado para um investimento de 700-750 milhões de euros em 2018. Em termos geográficos, 300-350 milhões de euros deverão ser alocados à Polónia, 200 milhões à Colômbia e o resto será investido em Portugal.

BCP: o banco vai regressar ao índice Stoxx600 no dia 19 de março, após o ter abandonado em setembro de 2016 (ECO)

EDP: o CEO do grupo referiu que não há conversações com a Gas Natural sobre uma possível fusão entre as duas empresas (Bloomberg)

Impresa: as audiências, no total, caíram de 17,3% em janeiro para 16,9% em fevereiro. No que se refere ao segmento ABCD 25-54 a audiência registou uma descida de 18,0% para 16,8% no mês de fevereiro (Comunicado da Impresa)

Pharol: a Assembleia Geral Ordinária dos acionistas da Oi, convocada originalmente para 27 de abril de 2018, foi alterada para 30 de abril de 2018 (Comunicado da Pharol na CMVM)

Portugal: o negócio de compra da Media Capital pela Altice pode ser abortado se a Autoridade da Concorrência não o aprovar até ao dia 13 de abril, data que consta nos documentos do acordo divulgado em julho (Negócios)

ACS: o grupo apontou para uma subida dos dividendos, dependente da decisão do Board em março (Bloomberg)

Viscofan: nas projeções para 2018, o grupo vê o resultado líquido entre 124-128 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5% face ao 2017. O investimento deverá cair 30% para 75 milhões de euros neste ano (Bloomberg)

Luxottica: a Comissão Europeia aprovou a fusão entre a Luxottica e a Essilor (Bloomberg)

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